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A missão Marista nos biomas amazônicos

Há mais de 50 anos Irmãos, Leigos e Leigas da Rede Marista desenvolvem atividades educativas e pastorais na região
02/09/2019
Amazônia
Há mais de 50 anos Irmãos, Leigos e Leigas da Rede Marista desenvolvem atividades educativas e pastorais na região

Na próxima quinta-feira, 5 de setembro, é celebrado o Dia da Amazônia. Há mais de 50 anos a missão marista se faz presente nesse territórioIrmãos, Leigos e Leigas da Rede Marista desenvolvem sua missão na região amazônica, busando ​​​entender a dinâmica dos rios e das florestas, a riqueza e pluralidade cultural dos povos, superando isolamentos geográficos e convivendo em harmonia com muitos biomas, símbolos e linguagens diferentes. 

Atualmente, cerca de 20 Irmãos e Leigos/as maristas atuam em escolas conveniadas e estão à frente de projetos que visam a formação de lideranças, inserção em comunidades Indígenas, Pastoral, Animação Vocacional e voluntariado. A Rede Marista possui seis comunidades na região que estão localizadas nas cidades de Boa Vista, no estado de Roraima; Manaus, Tabatinga e Lábrea, no estado do Amazonas; Cruzeiro do Sul e Rio Gregório, no Acre. Conheça mais detalhes sobre a atuação de cada uma das comunidades aqui.

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Encontro das águas em Manaus

O início da missão
Entre as décadas de 1960 e 1970, os Irmãos Maristas atuavam em toda a costa brasileira, de Belém do Pará até o Rio Grande do Sul. Na época, o Superior-Geral, Ir. Basílio Rueda, pediu aos Irmãos, durante o Capítulo Geral de 1966, que adentrassem o país e iniciassem uma trajetória missionária na Região Amazônica. Já em 1968, em sintonia com os chamados da Reunião dos Bispos, em Medellín (CO), ocorria um movimento da Igreja que fortalecia essa dimensão missionária.

Quatro anos depois, em 1972, ocorreu o primeiro encontro dos Bispos da Amazônia, em Santarém (PA). Nesse período, maristas de todas as sete Províncias brasileiras da época já iniciavam a sua atuação na região, abrindo comunidades em diferentes localidades. Entre elas, a da capital amazonense. Conforme observa o Ir. João Gutemberg, da atual Comunidade Marista de Manaus, aquele foi um momento muito forte nessa expansão missionária. “Com um propósito diferente: não apenas abrir obras maristas, mas trabalhar nas missões com as pastorais e na educação com as igrejas locais", conta.

Muitos Irmãos Maristas contribuíram para o início dessa missão. Os Irmãos Demétrio Herman e Guilherme Bertassi participaram do projeto Memórias Maristas: Histórias de amor de vida e contam os desafios de sair da sua terra natal e assumir um trabalho missionário em terras amazônicas. Clique aqui​ e confira os vídeos.

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A missão marista se faz presente nas regiões indígenas e ribeirinhas

Presença junto às comunidades locais

O território amazônico é mundialmente conhecido pelas grandes extensões de rios, matas e por sua biodiversidade. “Porém, a maior riqueza da Amazônia, é a sua socio-diversidade", ressalta o Irmão João Gutemberg​.

Segundo relatório divulgado pelo Instituto de Pesquisas Imazon, estima-se que na Amazônia vivem mais de 24 milhões de pessoas, tanto nas cidades como na floresta. São mais de 170 povos indígenas com uma população de cerca de 400 mil pessoas.

A missão marista está presente nessa região justamente para desenvolver atividades e projetos que beneficiem essa grande e diversa população. A atuação pastoral em parceira com a Igreja Católica tem como objetivo contribuir para a formação de lideranças locais que possam desenvolver políticas públicas adequadas as realidades de cada comunidade.

Na área educativa, Irmãos Maristas, Leigos e Leigas desenvolvem atividades junto as escolas públicas contribuindo na formação de crianças, adolescentes e jovens. “Aqui em Lábrea atendemos mais de mil alunos e alunas da Escola Estadual Santo Agostinho. Além disso, realizamos duas vezes ao ano o acompanhamento pedagógico aos professores e professoras indígenas e ribeirinhos dos rios Tapauá e Cuniã", explica o Irmão Nilvo Luiz Favretto.

Em Tabatinga, na tríplice fronteira do Brasil, Peru e Colômbia a atuação educativa também é realizada pelo Irmão Paul Samuel Bhatti que ministra aulas de inglês gratuitas às crianças, adolescentes e jovens e pela Leiga Verônica Rubí que acompanha a comunidade indígena Ticuna, chamada Umariaçú I, trabalhando com jovens e com a formação de catequistas.

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O Irmão Paul ministra aulas de inglês gratuitamente para crianças e jovens

Cuidado com as juventudes

Os/As jovens constituem parte expressiva da população amazônida. São rostos diversos e plurais que convivem com diferentes realidades e são protagonistas de inúmeras ações que visam à defesa e o cuidado com a vida nas áreas indígenas, ribeirinhas, urbanas, rurais e fronteiras.

A atuação marista junto a essas juventudes é realizada em diferentes âmbitos e espaços públicos e eclesiais. Dentro da Rede Eclesial Panamazônica (Repam), o Leigo Diego Aguiar desenvolve projetos de formação dentro do eixo Formação e Métodos Pastorais. Assista ao vídeo Vozes da Amazônia produzido pela Repam e conheça mais detalhes sobre esse trabalho.


​Em Roraima, o Irmão Raí Menezes coordena o projeto Infâncias em Movimento e Direitos Humanos onde são atendidas diariamente cerca de 65 crianças migrantes da Venezuela. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o direito ao brincar na infância por meio da promoção de atividades lúdicas que reconheçam as práticas culturais próprias dessa faixa etária. Esse projeto é realizado em parceria com União Marista do Brasil (Umbrasil), Centro Marista de Defesa da Infância, Avesol, Paróquia Consolata e o Instituto Migração e Direitos Humanos (IMDH).

​Voluntariado marista

A atuação na Amazônia também está aberta para voluntários/as maristas. Por meio do Projeto Lábrea os/as participantes realizam atividades pedagógicas, pastorais e formativas junto a crianças, adolescentes, jovens e adultos da cidade amazonense.

Segundo o Irmão Nilvo Luiz Favretto, da Comunidade Marista de Lábrea, essa experiência promove uma transformação na vida dos/as voluntários/as diante das realidades vivenciadas: “Aqui eles têm contato direto com o rio, com a terra alagada, com a floresta e toda a dimensão ecológica. É uma vivência para mergulhar e embeber-se da realidade amazônica em seu todo", avalia.

Confira dos depoimentos de quem já participou do Projeto Lábrea.​​​

 

Seja vivenciando intensamente a cultura local, seja de forma itinerante, ou participando de comunidades mais amplas junto à Igreja Católica, os Irmãos, Leigos e Leigas maristas são presença marcante e essencialmente evangelizadora na Amazônia. Conheça mais sobre essa atuação marista aqui​