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Sínodo para a Amazônia demonstra a urgência em um olhar regional sensível para a ecologia integral

Durante o mês de outubro, mais de 250 lideranças católicas estiveram reunidas para dialogar sobre as realidades da Região Pan-Amazônica
30/10/2019
Institucional
Durante o mês de outubro, mais de 250 lideranças católicas estiveram reunidas para dialogar sobre as realidades da Região Pan-Amazônica

​​​Entre os dias 6 e 27 de outubro, foi realizado o Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica. Ao longo de 23 dias, o Papa Francisco e mais de 250 lideranças católicas de todo o mundo estiveram reunidas no Vaticano, em Roma, para discutir novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral. A preparação para o Sínodo iniciou logo após a convocação do Papa, feita em outubro de 2017. Irmãos, Leigos e Leigas da Região América Sul participaram ativamente das atividades Pré-Sinodais contribuindo com grupos de escuta, momentos formativos e espaços de diálogo.

Para a fase da Assembleia Especial dos Bispos, algumas lideranças católicas foram convocadas para participar em diferentes funções.  Da Região América Sul, foram chamados o Padre Agenor Brighenti, da Província Marista Brasil Centro-Sul, o Irmão João Gutemberg, da Província Marista Brasil Sul-Amazônia, o Irmão Afonso Tadeu Murad e o Leigo Joaquim Alberto Silva, da Província Brasil Marista Centro-Norte. 

Um espaço sagrado para a Região 

Nove países fazem parte da região amazônica. A presença marista nesse território é conduzida, atualmente, por quatro unidades administrativas, sendo três delas pertencentes à Região: Províncias Marista Brasil Centro-Norte e Marista Brasil Sul-Amazônia, responsáveis pela atuação no Brasil, e Marista Santa María de Los Andes, que orienta a atuação na Bolívia, Chile e Peru. 

No Brasil, a Província Marista Centro-Norte atua no Pará, Maranhão e Tocantins. Já a Província Marista Sul-Amazônia possui seis comunidades nos estados do Amazonas, Roraima e Acre. Ambas apoiam projetos interprovinciais na região e recebem Irmãos, Leigos e Leigas para realizar trabalhos missionários nessas localidades.

A atuação da Província Santa María de Los Andes envolve um lar de acolhida e acompanhamento escolar para adolescentes indígenas que estudam em Puerto Maldonado e também desenvolve um projeto de formação para educadores indígenas na Universidade Champagnat, em Lima.

Esse trabalho desenvolvido na Amazônia materializa os princípios da Região América Sul. Perceber a dimensão, não apenas geográfica, mas também política, sociopolítica, cultural e ecológica, fortalece a razão do existir e do atuar de forma regional, respeitando as especificidades de cada local. 

Interculturalidade, mentalidade global, sustentabilidade e corresponsabilidade estão nos documentos regionais e podem ser visualizados nessa presença que age diretamente em realidades bastante diversas e que precisam de um olhar sensível. 

São povos indígenas e comunidades ribeirinhas marginalizados. Encontram-se em situação de vulnerabilidade. São famílias e histórias de vida e de relação com o território que transcendem as fronteiras geográficas. O Sínodo para a Amazônia é uma marca transnacional e traz à tona a necessidade urgente de refletir sobre as relações com a natureza e com o outro, em uma dimensão de ecologia integral.

A vivência do Sínodo 

Durante o mês de outubro, as Unidades Administrativas que integram a Região pautaram o Sínodo de diferentes formas.  O Irmão Izidro Azpeleta, da Província Santa María de Los Andes, relatou as atividades vivenciadas no Noviciado Regional. “Desde fevereiro, o Sínodo está presente na nossa programação diária”, contou. 

Durante o mês de outubro, uma agenda especial foi preparada para refletir e pensar em práticas relacionadas ao que está sendo discutido no Vaticano: “A atividade mais importante tem sido a intensa participação de todo o Noviciado na Semana da Criação”, disse. “Todos os dias a temática do Sínodo está presente em nossa oração”. 

Além disso, entre as atividades promovidas pelo Noviciado Regional de Cochabamba, foi realizada uma ação de solidariedade que preparou e distribuiu alimentos para cerca de 200 bombeiros e voluntários que trabalharam para apagar os incêndios na região amazônica.