
O Voluntariado Marista tem como objetivo contribuir na construção da Cultura da Solidariedade, cooperando com a missão de evangelizar, segundo o carisma marista, formando cidadãos e cidadãs comprometidos/as com a promoção da vida.
Diante de tantas realidades que precisam ser transformadas, nossa atuação em prol da solidariedade é a contribuição mais importante que podemos oferecer por meio desse Programa.
Nosso formato de trabalho é o voluntariado educativo. Dessa forma, são fomentadas iniciativas e experiências transformadoras, nas quais o/a voluntário/a entra em contato com distintas realidades, recebendo formação e acompanhamento específicos.
O/A voluntário/a é desafiado/a a se organizar, investigar – questionar sobre a origem das desigualdades sociais – entender, decodificar, criar, aprender com elas e efetivar alternativas diante dos contextos das periferias territoriais e existenciais, muitas vezes distintas do seu cotidiano.
Esse processo também proporciona o desenvolvimento da consciência crítica sobre estar a serviço do/a outro/a e tem como objetivo criar ações solidárias com enfoque na educação para a cidadania e transformação social.
O espírito do Voluntariado Marista está na lógica de uma sociedade diferente que caminha para ser um espaço onde se vive e constrói a Cultura da Solidariedade. Quem atua como voluntário/a é convidado/a a vislumbrar que as realidades de injustiça, que ferem a vida no planeta podem ser diferentes, podem ser melhores, podem ser espaço vital harmônico, de bem viver e de cuidado com a casa comum.
O voluntariado é uma forma de superar a indiferença e pôr-se em direção ao/à outro/a tendo a solidariedade como modo de vida e não como atitudes eventuais. Isso implica comprometer-se com a defesa dos Direitos Humanos, especialmente das crianças, adolescentes e jovens.
As experiências de Voluntariado Marista podem ser realizadas em duas modalidades: individual ou grupal. Sua carga horária varia de acordo com a categoria de atuação. Conheça mais detalhes sobre as três categorias de voluntariado:

Ocorre no Rio Grande do Sul, em Brasília (DF) e em Sinop (MT), em espaços como colégios, centros sociais, lar de idosos, creches, abrigos, organizações não governamentais, hospitais e postos de saúde que possuem projetos de voluntariado com viés educativo. Há também possibilidades de atuação voluntária em Unidades da Rede Marista em que o/a colaborador/a ou Leigo/a não possua vínculo. A carga horária de atuação do/a voluntário/a não deve ultrapassar oito horas semanais.

Na Região Amazônia a atuação voluntária é feita de acordo com as atividades desenvolvidas pelas Comunidades de Irmãos Maristas e outras instituições parceiras. Atualmente, as comunidades recebem voluntários/as: Cruzeiro do Sul e Rio Gregório (Acre), Lábrea e Camaruã (Amazonas) e Tabatinga (Amazonas).
Os principais critérios de participação do voluntariado na Região Amazônica envolvem ter idade superior a 18 anos e ter vivido uma experiência prévia de voluntariado sistemático (mínimo de seis meses). O período mínimo de atuação nessa região é de 15 dias.
Para aprofundar-se no itinerário do Voluntariado na Região Amazônica, clique aqui e acesse o e-book Voluntariado em Terras Amazônicas.

Unidos/as a maristas de vários lugares do mundo, nos integramos em projetos que prezam pela dignidade humana e o respeito à vida.
A definição do local para a realização do voluntariado ocorre em sintonia com o Secretariado de Solidariedade – Colaboração para Missão Internacional (CMI), a partir das necessidades e urgências dos espaços de missão marista internacionais. O período mínimo de permanência é de um mês e deve ocorrer mediante liberação não remunerada de trabalho.
Os principais critérios envolvem ter idade superior a 18 anos, ter vivido uma experiência prévia de voluntariado sistemático (mínimo de seis meses) e ter o domínio da língua oficial do destino.
Se você quiser saber mais, envie um e-mail para voluntariado@maristas.org.br.
Ser voluntário/a é estar aberto/a a construir ou repensar o seu projeto de vida, exercer a cidadania e contribuir para o desenvolvimento social, doando seu tempo, conhecimento e habilidades em prol do próximo.
Se você tem interesse em iniciar uma atividade dentro do Programa Voluntariado Marista é necessário enviar um email para: voluntariado@maristas.org.br.
Em caso de dúvidas ou esclarecimentos sobre cada uma das categorias de voluntariado entre em contato com os setores responsáveis:
O desejo de ser voluntário/a, colocando-se à disposição do/a outro/a, pode ser despertado a partir de experiências de sensibilização, de contato com situações que causam incômodo, e, também, com o desenvolvimento de processos educativos que contribuem para identificação do/a voluntario/a com a Cultura da Solidariedade.
Aqui você vai conhecer alguns relatos de voluntários/as que se identificam com a missão marista e contribuem diariamente para a continuidade do sonho de Champagnat:
“O voluntariado é uma abertura para sim mesmo, e não para o outro. Essa frase pode parecer um pouco forte em um primeiro momento, mas é exatamente o que eu sinto quando penso no tamanho da experiência que eu tive em um mês de voluntariado na Região Amazônica. Eu não sou o mesmo que fui. Cada segundo, cada choque, cada impacto com a beleza, com a tristeza e com a estranheza me transformaram. Voltei diferente. O voluntariado marista me mudou”.
Kassius Kirsten, coordenador administrativo-pedagógico do Colégio Marista Vettorello. Fez uma experiência em Tabatinga/AM.
“Participar de uma missão voluntária é transformador. Mas não falo só do local ou das pessoas com as quais convivemos, falo da mudança que ocorre dentro da gente. Pisar em solo desconhecido, calçando a sandália da humildade, de coração aberto e com uma escuta acolhedora faz toda a diferença para ter uma real imersão na missão, cheia de significados“.
Aline Grings, agente de Pastoral do Colégio Marsita Pio XII (Novo Hamburgo). Fez uma experiência em Boa Vista/RR.
“Muitas vezes, norteamos nossas vidas em estabelecer seguranças, certezas, garantias, confortos… mas, quando abrimos o coração para ir ao encontro do desconhecido, em uma missão fraterna e de solidariedade, conseguimos experimentar o abalo de tudo aquilo que buscamos incessantemente. E encontramos no outro, na sua realidade, nas suas necessidades, na sua origem, um reflexo de tudo o que nos permeia, que nos identifica como irmãos, que nos une como filhos de um só Deus. Esse encontro nos dá a maior segurança possível e desejável, a presença de um Deus vivo que nos habita e nos nutre com o Seu amor. Sou grata por tudo o que vivi, senti, experimentei e por tudo aquilo que me fortaleceu na minha fé”.
Glauramar Marques Barbosa, da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS. Fez uma experiência em Boa Vista.
“Escolhi fazer voluntariado porque queria desenvolver uma atividade em que eu pudesse ser uma pessoa melhor. É revolucionário, me sinto muito bem. É uma troca muito bonita. Ser professora, para mim, é tudo. Quero me aperfeiçoar sempre mais. Busco trazer algo da psicologia também para o meu voluntariado, trazer educação positiva, que é algo muito importante, psicologia humanista, social. A Pequena Casa da Criança faz um trabalho muito bonito de formação, e eu me sinto muito feliz em fazer parte disso. Voluntariado é uma doação em que recebemos muito. Recebemos um amor que nos completa tanto!”.
Maria Eduarda Dorneles Madruga, estudante de Psicologia da PUCRS. Atua na Pequena Casa da Criança e dá aula de inglês para crianças.
“O voluntariado tem sido uma experiência incrível. Escolhi o Hospital São Lucas por ser perto da universidade e acabou superando as minhas expectativas. É um local muito acolhedor. Eu acredito que quem a gente é como pessoa afeta muito o profissional que a gente é. Como estudante de Psicologia, me desenvolvo muito como pessoa aqui, conversando com gente que vem de diferentes lugares, com realidades e demandas diversas. Tem sido um lugar onde eu posso desenvolver minha capacidade de absorver, ouvir e pensar em como eu posso ajudar as pessoas. Destaco também o trabalho em equipe de fazemos, compartilhamos e trocamos muito. É uma evolução mental. É desafiador porque são muitas demandas, mas é muito gratificante. Ao final, recebo abraços, beijos e agradecimentos!”.
Nicolly Peter Farias, estudante de Psicologia da PUCRS. Atua no Hospital São Lucas.