No último sábado, 17 de outubro, o Centro Social Marista de Porto Alegre (Cesmar) virou oásis. Desde cedo, ônibus de diferentes cidades chegaram ao portão, e mais de 1,2 mil adolescentes e jovens dos Colégios, dos Centros Sociais e da PUCRS foram recebidos com música, abraços e a alegria de quem reencontra a própria casa. Era o Encontro de Jovens Maristas (EJM) 2026, que neste ano teve como tema Fonte de vida, casa de comunidade.
A proposta convidou a juventude a ser casa e presença que transforma, reconhecendo as juventudes como lugar teológico, morada de Deus. A imagem do encontro dizia isso sem palavras: três jovens caminham juntos pelo deserto, um com a lanterna, outro com o cajado, e ninguém vai sozinho. Lá na frente, uma porta aberta.
“Vocês são o agora da missão marista”
Na abertura, o Provincial, Ir. Odilmar Fachi, saudou a juventude e lembrou que o EJM tem história: desde 1984, geração após geração, jovens maristas se reúnem em alguma cidade do Rio Grande do Sul. Este ano, a novidade é que o encontro ocorre também em outras cinco edições pelo Brasil.

Ao explicar o tema, Ir. Fachi falou em duas palavras. Fonte, “porque ninguém dá o que não tem”: antes de sair para transformar o mundo, é preciso beber da água que é Jesus. E casa, porque “comunidade não cai pronta do céu”, e sim se constrói pedra por pedra, como Champagnat fez ao levantar as paredes de l’Hermitage com as próprias mãos.
Ao final, deixou um convite e um pedido: que vivessem o dia por inteiro e que não guardassem só para si o que vivenciaram, porque “a porta desta casa abre para os dois lados”. E completou: “Costuma-se dizer que os jovens são o futuro. Eu prefiro dizer que vocês são o agora da missão marista.”
Ir. Claudiano Tiecher, presidente do Marista Brasil, e Ir. André Dall’Agnol, diretor do Cesmar, também acolheram os jovens e desejaram a todos um ótimo encontro. Para o diretor da casa, mais importante do que encontrar um oásis é aprender a ser um oásis na vida de alguém. “Ser presença que acolhe, palavra que encoraja, atitude que transforma e esperança onde tantas vezes ela parece faltar. Esse é o testemunho de uma juventude que se inspira em Jesus Cristo, em Maria, nossa Boa Mãe, e no sonho de Marcelino Champagnat”, reforça Ir. André.
Caminhada e celebração
Depois da abertura, a juventude saiu em caminhada pelas ruas da comunidade rumo ao Santuário Nossa Senhora de Fátima, onde, às 11h, foi celebrada a Eucaristia. A celebração foi presidida pelo Dom Jaime Cardeal Spengler, que reforçou o papel da juventude na Igreja e na sociedade e incentivou os jovens a estudar e a aproveitar com intensidade esta etapa da vida. Foi um momento de grande beleza e recolhimento, que deu sentido a todo o dia.

Tendas, talentos e violetas
Depois do almoço, o show de talentos mostrou o que a juventude marista tem de mais criativo. À tarde, os participantes se espalharam pelas salas do Cesmar para os dois blocos de tendas, espaços de formação e conversa sobre temas como vocação, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), direitos humanos e protagonismo juvenil.
No fim da tarde, ocorreu um dos momentos mais simbólicos do dia: a entrega das violetas, conduzida pela Equipe de Juventudes da Província. A medalha da violeta é entregue aos jovens que vivem seu último ano no colégio e na Pastoral Juvenil Marista (PJM) e remete aos valores maristas que os acompanham daqui para a frente. Uma despedida que, na verdade, é um envio.
A próxima casa que acolhe
A noite seguiu com janta, animação no palco e o anúncio da próxima unidade que receberá o encontro, até a confraternização que encerrou o dia. O agradecimento à casa desta edição, o Cesmar, também foi um momento de muita emoção. Ir. Luciano Taminski, coordenador da Equipe de Juventudes e da Animação Vocacional da Província, entregou uma placa aos gestores do Cesmar, Ir. André Dall’Agnol e Leomar Silvestro, como forma de agradecimento por todo o carinho e compromisso com a realização do EJM.

Como de costume, antes de o show começar, foi divulgado o local onde será realizado o próximo EJM: Colégio Marista Aparecida, em Bento Gonçalves/RS. Que a lanterna siga acesa nos grupos de PJM, nas escolas, nas famílias e nos bairros.





