Terceiro dia do Fórum Regional amplia horizontes com metodologia e técnica para a reconfiguração

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O terceiro dia do Fórum Regional da Região América Sul, nesta quarta-feira (19), foi dedicado a ampliar horizontes. A jornada começou com a oração conduzida pela Equipe de Animação Vocacional. Em seguida, um novo elemento ao processo de discernimento da Região foi apresentado: a equipe de assessoria que acompanha o caminho da reconfiguração com metodologia e técnica.

Depois de dois dias dedicados à escuta das lideranças, à reflexão sobre o sentido da mudança e à apresentação dos cenários possíveis para a Região, o Fórum passou a se debruçar sobre o “como”. Simone Engler e o Ir. Diego Rocha deram início aos trabalhos, e os Irmãos Max e Carlos apresentaram a equipe de consultoria aos participantes.

Uma consultoria para sistematizar análises e subsidiar o discernimento

O papel da consultoria no Fórum é oferecer suporte metodológico e técnico ao processo de reconfiguração: ajudar a sistematizar as análises das investigações já realizadas e a construir subsídios que qualifiquem o discernimento dos participantes. Não se trata de trazer respostas prontas, mas de disponibilizar instrumentos que permitam olhar os dados com rigor, comparar possibilidades e tornar visíveis riscos e oportunidades que, isoladamente, cada Província dificilmente perceberia.

Antes de propor os trabalhos do dia, a equipe apresentou uma síntese do percurso diagnóstico já realizado – o caminho metodológico percorrido e os diferentes públicos escutados ao longo do processo: Irmãos, lideranças, Leigos e comunidades. Essa base de escuta é o que sustenta as atividades propostas ao longo da jornada.

Quem conduz a assessoria

Alex Weymer – Pós-doutor em Liderança pela UQÀM (Canadá) e doutor em Administração pela PUCPR, é professor do Mestrado em Gestão de Cooperativas da mesma universidade. Atua com Identidade Organizacional, Estratégia, Compliance, ESG, Cultura Organizacional e Gestão de Pessoas, e já foi gerente de Recursos Humanos no Grupo Marista, com foco na área de Solidariedade.
Wesley Almeida – Doutor em Educação, mestre em Administração e especialista em Modelagem Estatística, é professor da PUCPR em disciplinas ligadas a Estatística, Pesquisa Operacional e Big Data, além de consultor em análise estatística, arquitetura de dados, LGPD e transformação digital.
Carolina Feltrin – Psicóloga organizacional, coach executiva e de carreira, consultora e professora na área de Desenvolvimento Humano, é mestre em Gestão de Cooperativas pela PUCPR e acumula mais de 20 anos de experiência em desenvolvimento de lideranças, gestão de pessoas e fortalecimento organizacional.
Javier Villanea – Assistente social formado pela Universidad Alberto Hurtado, tem experiência em gestão de projetos, governança e desenvolvimento organizacional, com atuação concentrada em consultorias e projetos institucionais maristas na América do Sul – análise de cenários, sistematização de informações e implementação de processos de melhoria.

Bloco 1: matriz de riscos e novos caminhos

Conduzido por Wesley Almeida, o primeiro bloco de trabalho reuniu os participantes em equipes mescladas de seis integrantes, formadas aleatoriamente – o que colocou lado a lado pessoas de diferentes Províncias, países, funções e áreas de atuação.

A primeira atividade foi individual: cada participante preencheu um instrumento priorizando riscos a partir de sua própria área de atuação, com base em dois critérios – probabilidade e impacto. Na sequência, as equipes preencheram um novo instrumento, agora considerando a complexidade das diferentes posições ocupadas por seus integrantes.

Mais do que um exercício técnico, o cruzamento entre probabilidade e impacto obrigou os grupos a nomear com clareza aquilo que preocupa – transformando percepções dispersas em uma matriz capaz de orientar decisões.

Bloco 2: ideação de novos cenários

Na segunda parte da manhã, sob condução de Javier Villanea, as mesmas equipes se reagruparam para um exercício de ideação. A proposta foi repensar a configuração das Províncias que integram a Região América Sul, considerando os eixos e critérios definidos para a reconfiguração e a experiência acumulada por cada integrante do grupo.

Ao final, cada equipe foi convidada a dar um nome à proposta que havia construído – um gesto aparentemente simples, mas que revela como cada grupo imagina o futuro da Região: o que deseja preservar, o que está disposto a transformar e qual identidade sonha para a presença marista na América do Sul.

Tarde de convivência e celebração

A parte da tarde foi reservada à convivência. Os participantes seguiram para um passeio na vinícola Don Guerino, em Alto Feliz/RS. E posteriormente, o grupo foi ao Centro de Espiritualidade e Memória Marista (CEMM), em Bom Princípio/RS, local onde os primeiros irmãos maristas iniciaram sua missão no Sul do Brasil.

No final do dia ocorreu a celebração da Eucaristia, na Paróquia Nossa Senhora da Purificação, conduzida pela Rede do Laicato. E para encerrar, uma apresentação cultural com grupo de tradições gaúchas e para um jantar celebrativo – momentos que reafirmam algo que o Fórum tem repetido desde a abertura: a missão marista acontece nas pessoas e nos vínculos que elas constroem.

O que vem pela frente

Com a matriz de riscos construída e os primeiros esboços de novos cenários sobre a mesa, o Fórum Regional segue até o dia 20 de agosto, quando os participantes retomam os resultados destes trabalhos, com a Reunião de Equipes e Redes da Região marcada para o dia 21. O convite permanece o mesmo dado na abertura: construir juntos, sobre a rocha, uma Região mais relevante para a Igreja e para o mundo.

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