Em 6 de junho, Dia de São Marcelino Champagnat, a Província Marista Brasil Sul-Amazônia/Rede Marista lançou um convite simples: escrever uma carta para o fundador do Instituto Marista. A campanha Querido Champagnat propunha retomar, por assim dizer, uma correspondência que o próprio Champagnat manteve viva ao longo de toda a sua missão. Ele escreveu centenas de cartas aos primeiros Irmãos, orientando, animando, cuidando.
A resposta veio de todos os cantos da Província. Ao todo, foram 50 cartas, escritas entre junho e agosto, vindas de Roma, da Amazônia, do Mato Grosso, do Nordeste brasileiro e de todo o Rio Grande do Sul: cartas de Irmãos, colaboradores, estudantes, Leigos e famílias. Escritas em salas de aula, corredores de hospital, unidades sociais e em casa, depois do expediente.
Agora, no Dia do Marista, essas cartas ganham forma de livro: a Província lança o e-book Querido Champagnat: Cartas da Família Marista, reunindo o que a comunidade tem de mais sincero a dizer sobre o que significa fazer parte dessa história.
Uma carta que atravessa o mundo
A primeira carta do e-book veio de longe: da Casa Geral, em Roma, escrita pelo Ir. Canísio José Willrich. Nela, o Irmão agradece ao fundador pela “generosidade, audácia e paixão” com que respondeu ao chamado vocacional, e pede a coragem de sermos, ainda hoje, “Champagnat hoje”.
Da Amazônia, o Ir. Francisco Arnold escreve sobre os caminhos que percorreu em 2024 pelos lugares onde Champagnat viveu, e sobre como a missão na Região Amazônica é parecida com “experimentar o rio Gier no encontro das águas dos rios amazônicos”.
De Sinop, no Mato Grosso, uma das missões mais jovens da Província, vieram oito cartas. Entre elas, a de Douglas Reis, colaborador e pré-postulante, que pede a intercessão de Champagnat para, quem sabe um dia, tornar-se Irmão Marista.
Do Nordeste, mães, colaboradores e comunidades escolares também escreveram. E de Porto Alegre e região metropolitana – de Colégios, Centros Sociais, do Hospital São Lucas da PUCRS, da própria Universidade e da Sede Provincial – vieram 32 das 50 cartas, o maior volume da coletânea.
O que as cartas revelam
Na apresentação do e-book, o Ir. Odilmar Fachi, Provincial, escreve que leu todas as cartas – e que nelas “há de tudo”: desde quem compara o carisma marista ao encontro das águas amazônicas, até quem enxerga oração no simples gesto de manter os corredores da escola limpos todas as manhãs. Há uma avó grata pela cura da neta. Há um jovem que pede, com todas as letras, para um dia ser Irmão. E há uma menina que escreve, com a certeza que só as crianças têm, que Champagnat vive no céu.
“Cada carta é um pedaço de vida confiado a nós”, escreve Ir. Fachi – e talvez seja essa a chave de leitura de toda a coletânea: mais do que homenagens, as cartas são relatos de vocação, gratidão, recomeço, fé sustentada em meio ao trabalho cotidiano.
Por que isso importa no Dia do Marista
Se o 6 de junho celebra a memória do fundador, o Dia do Marista celebra quem continua escrevendo essa história – Irmãos, Leigos, colaboradores, estudantes, famílias. O e-book Querido Champagnat une as duas datas: nasce da devoção ao fundador e se entrega, agora, como testemunho vivo de uma missão que atravessou mais de 200 anos e ainda encontra, todos os dias, novas cartas para escrever.





